O que é a Orientação filosófica?

 

A Orientação filosófica é um tipo de atendimento baseado na Filosofia, em seus métodos, procedimentos, conceitos etc. Afim de compreender e refletir sobre diferentes problemas e questões que surgem no cotidiano. Desta forma, provoca-se o conhecimento de si e do mundo em que se vive, das práticas e de suas consequências, dos tipos de relações que se constrói com as outras pessoas e das formas de pensamento existentes, articulando assim emoções, sensações e raciocínio. Para tanto, o orientador não se posiciona como um sábio ou “guru”, capaz de dar respostas prontas sem, nem mesmo, conhecer a história da pessoa e os seus contextos de vida, ao contrário, o orientador filosófico pensa junto com aquele que partilha suas dificuldades, analisando possibilidades e caminhos que, talvez, não tenham sido pensados pela própria pessoa. Neste sentido, respeita-se a autonomia do individuo, suas escolhas e desejos, oferecendo um tipo de escuta e reflexão adaptadas a singularidade da situação, através de conhecimentos construídos ao longo de muitos séculos na história da filosofia e de suas metodologias, constituindo-se num exercício prático desses saberes.

Como funciona?

 

A pessoa procura pelo profissional de filosofia com alguma questão, por exemplo: "estou com dificuldades nos meus estudos", “minha vida não tem sentido”, “não consigo ser feliz no meu trabalho”, “não me relaciono bem com ninguém”, "não sei o que vou fazer com o meu futuro", "não sei quem eu sou" etc. O orientador filosófico escuta, pacientemente, o quanto for necessário, até compreender do que se trata a questão de fato, seria um equivoco? Uma antecipação? Como se constituiu essa ideia? etc. Em seguida, solicita-se que a pessoa lhe conte sua história, com todos os detalhes possíveis, com o objetivo de se conhecer como a pessoa se constituiu e como age diante da situação apresentada. Para tanto, o filósofo contará com análises, métodos, teorias, perspectivas e conceitos advindos de diversos pensadores., tais como: Nietzsche, Descartes, Buber,  Sócrates, Wittgeinstein, Foucault, Sartre, Paulo Freire e muitos outros. Assim como, as suas reflexões nos campos da Ética, Estética, Lógica, Epistemologia, Ontologia... Que auxiliarão para a compreensão do problema e dos caminhos que podem ser traçados, sempre respeitando os modos de ser e agir do outro, mas provocando-o a refletir sobre novos conceitos e maneiras de pensar.